O Buraco
Ando pela rua.
Há um buraco fundo na calçada.
Caio.
Estou perdido, sem esperança.
Não é culpa minha.
Leva uma eternidade para eu encontrar a saída.
Há um buraco fundo na calçada.
Caio.
Estou perdido, sem esperança.
Não é culpa minha.
Leva uma eternidade para eu encontrar a saída.
Capítulo 2:
Ando pela mesma rua.
Há um buraco fundo na calçada, mas finjo não vê-lo.
Caio nele de novo.
Não posso acreditar que estou no mesmo lugar,
mas, não é culpa minha.
Ainda assim, leva um tempão para eu sair.
Há um buraco fundo na calçada, mas finjo não vê-lo.
Caio nele de novo.
Não posso acreditar que estou no mesmo lugar,
mas, não é culpa minha.
Ainda assim, leva um tempão para eu sair.
Capítulo 3:
Ando pela mesma rua.
Há um buraco fundo na calçada. Vejo que ele ali está.
Ainda assim, caio. É um hábito.
Meus olhos se abrem. Sei onde estou.
É minha culpa.
Saio imediatamente.
Ainda assim, caio. É um hábito.
Meus olhos se abrem. Sei onde estou.
É minha culpa.
Saio imediatamente.
Capítulo 4:
Ando pela mesma rua.
Há um buraco fundo na calçada.
Dou a volta.
Capítulo 5:
Ando por outra rua.
Texto: O Livro Tibetano do Viver e do Morrer (Sogyal Rinpoche)


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